01/08/2008

só lamento.

lamentar a segunda que chegou, a semana que terei que suportar... ao sabado lamentar o efemero fim de semana, é sempre a maldita segunda feira... e estou sempre a esperar um fim de semana com bastante grana e que dure o suficiente... talvez esse fim de semana tenha passado... mas, estou sempre a querer mais, o gosto das ultimas cervejas são sempre carregados de nostalgia; dai o bar fecha as portas, as garrafas ainda ali, os copos quase vazios, corpos sonolentos, com vontade de mijar, mas, a hora de ir embora é tão triste quanto o dia que seguirá... a semana que ainda não chegou e que não sinto falta...

26/07/2008

certos de tudo

somos legais, interessantes, inteligentes, sabemos oque fazemos e sempre lutamos pelo que acreditamos... vemos as coisas erradas mas não há oque fazer, nos enquadramos, nos adequamos, pagamos propina, e queremos sossego, odiamos trabalhar, mas amamos oque fazemos, amamos a vida e as coisas em nossa volta, temos amigos, familiares, bebemos pra esquecer ou de alguma forma aguentamos e sempre vamos superar, as coisas vão melhorar, vai valer a pena, o meu esforço, minha vida não é em vão, com a corda no pescoço e meu corpo a dançar, não lhes darei o gosto do meu sofrimento nem no ultimo instante, vou sorrir mesmo agonizando, pra que me vejam triunfar até o ultimo instante, a vitoria é deles, mas minha historia eu fiz, e por mais doce que seja a vitoria no fundo eles sentirão o gosto amargo da minha ironia, da minha sagacidade... estamos todos certos dentro de nossa propria logica, em nosso mundo particular, o unico lugar onde você é você mesmo, o unico lugar onde eu sou eu mesmo, na minha mente, posso ofender, gritar, matar, enfim... fazer qualquer coisa, que não haverá punição nem julgamento... é possivel esconder sentimentos evitar erros, nem sempre controlamos nossos pensamentos, se é, que os controlamos... somos donos de nós mesmos, e escravos da decadencia, somos os responsaveis por tudo oque acontece, mais é muito mais confortavel apontar para os lados, ja que apontam para mim também, eles querem me dar rasteiras, eles querem montar em mim, não existe confiança, só a ganancia poder salvar com o exito do sucesso... sem isso nada somos, vou fingir um sucesso, vou fingir ser superior, vou fingir que estou bem onde estou e que não preciso de nada mais, ou não vou me satisfazer nunca, há milhares de cabeças para serem amaçadas, sem dó. O meu exito, seu fracasso, a minha fama é por corpos dilacerados, por almas corrompidas e trituradas pelo dinheiro e pelo desejo de possuir... possuir... possuir... sentir-me bem, esquecer de tudo, de todos, se uma velha tropeça, ajudo, faz-me bem, sou bom por alguns segundos. Quero me vingar, quero gozar, quero ser o melhor, não quero ter que me importar, e não quero ligar para os outros, a opinião alheia é carregada de eufemismo, hipocrisia a opinião quer me derrubar, pois vou comprar a opinião e todo resto que me atravessar o caminho, vou fazer o meu mundo, pois tenho o poder, acreditem em mim, ou então serão excluidos... suas cabeças amaçadas com o meu salario minimo, pois você não ganha nada!... a sua liberdade é fachada! vocês queriam uma vida, então eu criei a sua vida no meu mundo, na minha realidade, e vocês terão que suportar, mais não reclame, lhes ensinarei a sobreviver em meu mundo, vou te dizer oque é felicidade, oque é amor, oque é tudo aquilo que você sente, eu vou dizer, ai, você vai passar a sua vida toda correndo atrás daquilo que eu disser, e apesar da labuta, antes de morrer, sentirá a minha verdadeira felicidade, e triunfará...

22/07/2008

um nó

Uma pilha de garrafas vazias e amontoadas em um canto, roupas velhas e sujas, lençois rasgados e manchados que me fazem lembrar as noites que não voltam, de soslaio vejo a vida passar, e sem olhar para os lados tento sentir um pouco de liberdade ao vagar sem destino, entre os predios, nas ruas, avenidas, becos, e afins, sem saber nada ao certo, e sem dinheiro pra poder sorrir em um boteco qualquer.
Minha alma agoniza, amarrada por arames farpados, grita, mas é um vazio enorme, não consigo explicar como é possivel, ao passo que, ao olhar para os lados, vejo uma imensidão branca e sem fim, enxergo também, um fim, cru e nefasto, cheio de cores bonitas e atraentes, onde a vida e a morte, são um pólo só. Um nó.

21/07/2008

desabafo idiota

São Paulo, um dia qualquer, de um mês insignificante e um ano cujo a lembrança, não é nada mais que remota. Pessoas vem e vão, aos milhares, e para onde?.
Meus estudos não passam de uma atividade forçada, nunca tive coragem pra seguir meu coração, alguns dizem que nem sequer eu possuo um.
O medo de uma vida futura infeliz me impede de seguir o tão sonhado rumo, "o rumo é agora, e o futuro deve ser aceito como a consequencia de um desejo, de um ato, e não como a negação da felicidade com o medo do fracasso". Isso é oque me diz a consciencia, mas não é oque faço. Não há esperanças. As chances são remotas. Apartir dai chego a conclusão de que não passo de um covarde que tem medo de tentar. O tentar não é a certeza do exito mas sim o desdem para com o mesmo e suas consequencias.
Meus dias de jovem estão se esvaindo, e toda a felicidade é promessa, e o pior, a longo prazo, o olhos da sociedade estão com catarata. e o cerebro?.
A arte que me conforta me mostra também a realidade, parece que a confusão de imagens quer me mostrar a angustia/o grito de outrem, cujo a sensibilidade, emoção... são algo que nunca poderei sentir.
A luz no fim do tunel fora lacrada, ao invés de tijolos, utilizaram corpos humanos.
Resta-me agora, uma lanterna e pilhas recarregaveis, vou tentar enxergar algo, nesta abobada lugubre e nojenta.

10/06/2008

filme - BARFLY

Barfly

Photobucket



O título já diz tudo: barfly significa literalmente mosca de bar, aquela pessoa que entra no bar às cinco da manhã e só sai às duas da madrugada. A maior parte do filme se passa num boteco decadente onde os mesmos frequentadores sentam-se em seus mesmos lugares todos os dias. O roteiro, escrito por Bukowski, não se diferencia muito dos contos e romances escritos pelo autor. O filme relata a rotina de Henry e de outros assíduos frequentadores do bar, as surras que o protagonista toma do cara do balcão e o relacionamento do casal de bêbados Henry e Wanda.

O filme foi dirigido por Barbet Schroeder e estrelado por Faye Dunaway no papel de Wanda e Mickey Rourke no papel de Henry.

No livro Hollywood Bukowski fala do período de escritura e produção do filme e suas impressões sobre
ele.(retirei a sinopse deste site aqui: http://www.spectroeditora.com.br/autores/bukowski/filmes/barfly.php).

...pra quem utiliza o emule para fazer downloads, coloquei aqui um link que, ao ser clicado, não só abre o emule automaticamente como também já inicia o download do filme...

link:
Barfly(1987)Charles Bukowski.avi

link para a legenda:

http://www.opensubtitles.com/pt/subtitles/3114698/barfly-pb

09/03/2008

a rotina da salvação

bebemos, e jogamos baralho, conversamos, rimos, discutimos,  comemos, empolgamo-nos com o bilhar, as pessoas em volta, a musica, cerveja... é a rotina dos finais de semana perfeitos...  DSC00530

02/03/2008

sem vida

de joelhos, de cabeça baixa, o olhar altista... sujo e cansado, e agora amarrado, é alvo de uma arma, e já não liga se sobreviverá ou não, simplesmente não faz questão de viver, muitos sobrevivem aqui sobre o efeito da morfina, ele cansara-se disso e agora simplesmente respirava, estudava, trabalhava, trepava, jogava futebol, almoçava, jantava, cagava, escovava os dentes... tudo de uma forma completamente mecanica, a essencia da vida fora trocada por qualquer outra coisa pela qual nunca compreendeu direito ... e agora que se via diante da morte, não temia a nada, não entendia o por que da morte, do assassinato, se tornou o mais frio dos homens; não iria seguir ordens desta vez, não lhe importava, não queria ir lá fora ver os outros, já não suportava conviver com a face imbecil da humanidade, se eram parentes, santos... queria matar a todos... mas sabia que isso seria impossivel, então decidiu que a solução pra tudo era a morte, instantanea e indolor... --você vai morrer!! e todo seu imperio vai junto com você!!!--- inespressivel diante da afirmação, era como se não houvessem lhe dito nada, estava sendo letargico; a face palida, os cabelos bagunçados, a barba... a roupa em frangalhos... oque arma não conseguia entender era que ela era inutil, não fazia diferença alguma deferir-lhe um bala pra dentro do crânio, pois já estava morto, respirava, estava saudavel, porem morto... agora caia ele, inerte sob a atmosfera pesada do homicidio, a tez agora mais palida que antes e suja de sangue...