Entrevistas, textos, resenhas, downloads e outras coisas que tem a ver com o zine que eu faço.
01/08/2008
só lamento.
26/07/2008
certos de tudo
22/07/2008
um nó
Minha alma agoniza, amarrada por arames farpados, grita, mas é um vazio enorme, não consigo explicar como é possivel, ao passo que, ao olhar para os lados, vejo uma imensidão branca e sem fim, enxergo também, um fim, cru e nefasto, cheio de cores bonitas e atraentes, onde a vida e a morte, são um pólo só. Um nó.
21/07/2008
desabafo idiota
Meus estudos não passam de uma atividade forçada, nunca tive coragem pra seguir meu coração, alguns dizem que nem sequer eu possuo um.
O medo de uma vida futura infeliz me impede de seguir o tão sonhado rumo, "o rumo é agora, e o futuro deve ser aceito como a consequencia de um desejo, de um ato, e não como a negação da felicidade com o medo do fracasso". Isso é oque me diz a consciencia, mas não é oque faço. Não há esperanças. As chances são remotas. Apartir dai chego a conclusão de que não passo de um covarde que tem medo de tentar. O tentar não é a certeza do exito mas sim o desdem para com o mesmo e suas consequencias.
Meus dias de jovem estão se esvaindo, e toda a felicidade é promessa, e o pior, a longo prazo, o olhos da sociedade estão com catarata. e o cerebro?.
A arte que me conforta me mostra também a realidade, parece que a confusão de imagens quer me mostrar a angustia/o grito de outrem, cujo a sensibilidade, emoção... são algo que nunca poderei sentir.
A luz no fim do tunel fora lacrada, ao invés de tijolos, utilizaram corpos humanos.
Resta-me agora, uma lanterna e pilhas recarregaveis, vou tentar enxergar algo, nesta abobada lugubre e nojenta.
10/06/2008
filme - BARFLY
O título já diz tudo: barfly significa literalmente mosca de bar, aquela pessoa que entra no bar às cinco da manhã e só sai às duas da madrugada. A maior parte do filme se passa num boteco decadente onde os mesmos frequentadores sentam-se em seus mesmos lugares todos os dias. O roteiro, escrito por Bukowski, não se diferencia muito dos contos e romances escritos pelo autor. O filme relata a rotina de Henry e de outros assíduos frequentadores do bar, as surras que o protagonista toma do cara do balcão e o relacionamento do casal de bêbados Henry e Wanda.
O filme foi dirigido por Barbet Schroeder e estrelado por Faye Dunaway no papel de Wanda e Mickey Rourke no papel de Henry.
No livro Hollywood Bukowski fala do período de escritura e produção do filme e suas impressões sobre
ele.(retirei a sinopse deste site aqui: http://www.spectroeditora.com.br/autores/bukowski/filmes/barfly.php).
...pra quem utiliza o emule para fazer downloads, coloquei aqui um link que, ao ser clicado, não só abre o emule automaticamente como também já inicia o download do filme...
link:
Barfly(1987)Charles Bukowski.avi
link para a legenda:
http://www.opensubtitles.com/pt/subtitles/3114698/barfly-pb
09/03/2008
a rotina da salvação
02/03/2008
sem vida
de joelhos, de cabeça baixa, o olhar altista... sujo e cansado, e agora amarrado, é alvo de uma arma, e já não liga se sobreviverá ou não, simplesmente não faz questão de viver, muitos sobrevivem aqui sobre o efeito da morfina, ele cansara-se disso e agora simplesmente respirava, estudava, trabalhava, trepava, jogava futebol, almoçava, jantava, cagava, escovava os dentes... tudo de uma forma completamente mecanica, a essencia da vida fora trocada por qualquer outra coisa pela qual nunca compreendeu direito ... e agora que se via diante da morte, não temia a nada, não entendia o por que da morte, do assassinato, se tornou o mais frio dos homens; não iria seguir ordens desta vez, não lhe importava, não queria ir lá fora ver os outros, já não suportava conviver com a face imbecil da humanidade, se eram parentes, santos... queria matar a todos... mas sabia que isso seria impossivel, então decidiu que a solução pra tudo era a morte, instantanea e indolor... --você vai morrer!! e todo seu imperio vai junto com você!!!--- inespressivel diante da afirmação, era como se não houvessem lhe dito nada, estava sendo letargico; a face palida, os cabelos bagunçados, a barba... a roupa em frangalhos... oque arma não conseguia entender era que ela era inutil, não fazia diferença alguma deferir-lhe um bala pra dentro do crânio, pois já estava morto, respirava, estava saudavel, porem morto... agora caia ele, inerte sob a atmosfera pesada do homicidio, a tez agora mais palida que antes e suja de sangue...